domingo, 15 de setembro de 2013

Crianças intragáveis!

Será que existem miúdos intragáveis ou sou só eu que não tenho paciência para eles? Eis a questão... Nunca escondi que não gosto muito de crianças, sempre fui a menininha da casa, a protegida a verdade se diga e nunca convivi muito de perto com crianças. o tempo lá se encarregou de me trazer um lindo sobrinho (que adoro!) e um filho, que claro está é tudo para mim. Mas, existem diversas situações em que me deparei a pensar nisto, a olhar para algumas crianças e a não ter empatia nenhuma por estas! É a minha aversão a estes pequenos seres ou é mesmo verdade?

À frente de onde vivo, existe um casal com dois miúdos de idades diferentes, mas mal os vi não apelaram em mim sentimentos bons! Basta estar atenta à rotina desta família durante 15 minutos e é difícil mudar a minha opinião. A mãe, uma senhora de cabelos brancos sempre com imensos casacos e de sandálias de dedo, com movimentos sempre muito mas muito calmos, que chega quase a parecer uma senhora débil e sem forças e que fala muito devagar e politicamente correto. O marido, um homem que durante um fim de semana lava e aspira os dois carros de família duas vezes, note-se que um deles durante a semana nem se mexe do lugar onde está, concluí que faz estas tarefas para sair de casa e assim fugir da calmia que se faz sentir lá. Outra tarefa que este homem tem muito produtiva durante o fim de semana é colocar e retirar carros, skates e afins de um cubículo de madeira que têm, para os filhos brincarem.
"- Jonh podes por favor retirar o skate para o menino brincar?"- mulher débil
Não houve resposta lá vai o homem buscar o brinquedo para a criança pela milégima vez naquele dia.
"- O Jonh, já foi buscar, agora promete à mãe que andas devagar e não te aleijes, sim?"- tudo em movimentos muito lentos.
O miúdo deu a volta ao quarteirão e poisou o brinquedo, como qualquer cirança farta-se em segundos!
"- Jonh arruma por favor o skate.Obrigada."
Lá vai o homem arrumar o skate. Uma vida um pouco estranha e diria enfadonha. Os miúdos por outro lado, diria que são produtos do meio, sem energia e pouco crianças!

Não pensem que tenho o hábito de espiar os meus vizinhos, mas passo constantemente por eles e serviram-me basicamente para um momento de reflexão. E a não desejar uma vida assim, apesar de respeitar quem se sente bem assim. Tenho uma criança e quero que ela tenha tudo de bom, mas principalmente que tenha energia de viver, logo que o meu produto do meio que é o meu filho consiga ir buscar aos progenitores o melhor. 

Crianças apáticas, que pedalam o seu triciclo com um dificuldade ímpar e que olha com estranheza para quando damos um carinho ao nosso filho ou simplesmente o atiramos ao ar e se ouve a gargalhada deste. As crianças não têm culpa mas não consigo mudar o meu sentimento para com elas.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

E mudei de país!!

Bem há uns tempos disse-vos que havia umas mudanças na minha vida, e finalmente tenho um pouco de tempo para aqui vir e contar. Depois de muito pensar sobre o assunto principalmente com a minha cara metade, decidimos mudar de país. Saí de Portugal e atualmente vivo no Reino Unido, muitos pensarão "é mais uma que decidiu não lutar pelo nosso pais!". Nada disso, saí porque tenho um filho para criar e necessito de trabalhar para tal, é certo que o dinheiro não é tudo mas é uma grande ajuda!

Já aqui estou à três semanas e tudo corre bem, há dias é claro que as saudades apertam bastante e apesar de ter a minha família reunida, tenho familiares próximos que ficaram em Portugal e por isso há dias que custam um pouco mais a passar... De resto, tenho sido bastante bem recebida com as pessoas que me cruzo, e depois de três semanas aqui consegui organizar muitas coisas, principalmente a nível burocrático. É certo que ainda não tenho trabalho, mas com a minha cara metade a trabalhar e os benefícios que o estado dá por termos uma criança ajuda bastante. 

A ideia de no mudarmos foi bastante pensada, primeiro veio o meu amor esteve aqui 4 meses sem nós, principalmente para nos ajudar nesta transição. Este tempo extra serviu para alugar uma casa e colocá-la com tudo o que necessitávamos para levar um bebe de 17 meses connosco e principalmente poupar algum dinheiro. É claro que a distância destes meses foi dolorosa, e com um bebé onde nesta altura eles aprendem imensas coisas, o papá perdeu isso tudo! Mas, decidimos que teria de ser uma mal que posteriormente ia dar frutos. E aqui estamos, nós os três juntos... que é o que interessa!

Agora é ir à luta! O inglês é um treino que temos de ter diariamente e o que me anima é que existem imensas ofertas de trabalho! Eu sei que nem tudo é rosas, mas como eu disse desde o início que começamos esta mudança; "Se isto não der certo, o avião que me trouxe, leva-me para o meu país!"

Sejam felizes!!